Investidor Anjo: mais uma possibilidade com as mudanças do Simples Nacional.

O Investidor Anjo costuma ser um empreendedor ou executivo que já trilhou uma carreira de sucesso e tem recursos suficientes para alocar uma parte do seu patrimônio para investir em novas empresas, bem como aplicar sua experiência apoiando iniciativas inovadoras. Essa figura é bem conhecida para os que fazem e acompanham o universo de startup (das americanas, principalmente).

Sem a possibilidade oportunizada pela mudança do Simples Nacional, as empresas sofriam com um sócio investidor, que junto com o dinheiro, normalmente traziam junto um desenquadramento da empresa no Simples Nacional. Com essas mudanças, tudo fica mais fácil.

VANTAGENS PARA A MICRO OU PEQUENA EMPRESA

A motivação da oficialização do investidor anjo é justamente para incentivar a inovação e os investimentos nas microempresas e empresas de pequeno porte. Agora, essas empresas enquadradas no Simples Nacional podem receber aporte de um investidor anjo, cujo valor não integrará o capital social da empresa (e portanto, não terá risco de sair do enquadramento do Simples). Como contrapartida, a empresa e o investidor deverão firmar um contrato que não poderá ser superior a 7 anos.

Outros destaques importantes são:

– o investimento poderá ser feito por uma pessoa física ou jurídica. Portanto, é possível receber dinheiro de fundos de investimento, por exemplo.

– o investidor anjo não poderá, em hipótese alguma, exercer atividades na empresa investida. O trabalho só pode ser realizado pelos sócios regulares.

Em linhas gerais, esses são os benefícios para a empresas com essas alterações. Mas o investidor também têm uma séries de vantagens, o que incentiva e estimula ainda mais esse tipo de aporte financeiro.

VANTAGENS PARA O INVESTIDOR

Como o investidor não tem envolvimento prático com a empresa e nem direito a voto, ele também não vai responder pelas dívidas da empresa, nem mesmo em caso de falência.

Em relação aos valores de remuneração, o investidor anjo será remunerado pelos seus aportes, de acordo com o contrato estabelecido entre as duas partes, pelo prazo máximo de 5 anos.

No fim de cada período fiscal, o investidor terá direito a participação na distribuição dos lucros, também conforme o que foi estabelecido em contrato, sendo que esse valor nunca poderá ultrapassar 50% dos lucros totais da empresa.

Para resgatar os valores investidos, será necessário esperar pelo menos dois anos, com direito ao valor investido + correção , também conforme contrato de participação.

Essas mudanças vieram para facilitar a negociação de empresas pequenas (e muitas vezes completamente inovadoras) com empresários que possuem capital disponível para esse tipo de investimento.

A grande vantagem, como já citamos anteriormente, é que como o valor não será integralizado ao capital da empresa, ela poderá continuar utilizando o sistema tributário Simples Nacional sem nenhum prejuízo.

Porém, como também destacamos ao longo do texto, vários detalhes e acertos só ficarão claros no contrato de participação executado pelas duas partes. Por isso é fundamental que você tenha uma equipe de confiança, garantindo a segurança da sua empresa e da sua relação com o investidor.

Se tiver dúvidas quanto aos procedimentos necessários, a equipe da Conta Ágil está à disposição para esclarecer e auxiliar nos processos. Entre em contato com a gente.